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Por que a gordura do abdômen não sai com dieta e exercício

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Por que a gordura do abdômen não sai com dieta e exercício

Você cortou o açúcar, fechou a dieta, treina com constância há meses. O ponteiro da balança desceu, a roupa serve melhor em quase tudo. Só que a barriga continua ali, praticamente igual.

Isso não é falta de esforço nem falha de disciplina. É fisiologia, e ela funciona de um jeito que quase ninguém explica: o corpo não deixa você escolher de onde a gordura sai.

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O mito da redução localizada

Abdominal não queima gordura da barriga. Essa é a primeira coisa a desmontar, porque ela sustenta uma indústria inteira de promessas.

Quando você faz exercício, o corpo mobiliza gordura de várias regiões ao mesmo tempo, seguindo um padrão determinado principalmente por genética e hormônios. Exercitar um músculo específico fortalece aquele músculo, mas não instrui o organismo a retirar a gordura que está por cima dele. A pesquisa sobre redução localizada vem repetindo essa conclusão há décadas, com resultados consistentes.

O que o abdominal faz é fortalecer a musculatura abdominal, o que melhora postura, estabilidade e, sim, o contorno da região. Só que se existe uma camada de gordura sobre esse músculo, ela permanece sobre ele.

E existe uma ordem de saída. Cada corpo tem a sua, e ela geralmente é a mesma vida inteira. Muita gente percebe que emagrece primeiro no rosto e nos braços, e por último exatamente na região que mais incomoda. Não é impressão, é o padrão individual de mobilização de gordura.

Por que justamente o abdômen resiste

Existe uma explicação bioquímica, e ela é mais simples do que parece.

As células de gordura têm receptores na superfície que funcionam como interruptores. Os receptores beta facilitam a liberação de gordura. Os receptores alfa-2 dificultam. A proporção entre eles varia conforme a região do corpo.

Regiões como abdômen inferior, flancos, culote e face interna das coxas costumam ter maior densidade de receptores alfa-2. Traduzindo: quando o corpo dispara o sinal para queimar gordura, essas áreas respondem menos que as outras. Não é que elas ignorem o sinal, é que elas oferecem mais resistência a ele.

Some a isso o fluxo sanguíneo, que tende a ser menor no tecido adiposo dessas regiões. Menos circulação significa menos entrega do sinal hormonal e menos transporte da gordura mobilizada. É por isso que essas áreas são as primeiras a acumular e as últimas a ceder.

Ou seja, aquela sensação de que a barriga é a última a sair tem base fisiológica concreta.

O fator hormonal

Três situações mudam bastante o jogo no abdômen.

Cortisol elevado. Estresse crônico e sono ruim mantêm o cortisol alto de forma persistente, e o cortisol favorece o acúmulo de gordura na região abdominal. Isso cria um cenário frustrante: a pessoa treina pesado, dorme mal e não entende por que a barriga não responde. Às vezes a alavanca que falta não é mais treino, é mais sono.

Resistência à insulina. Com a insulina cronicamente elevada, o corpo fica bem mais inclinado a estocar do que a mobilizar gordura, e a região abdominal é a mais afetada.

Queda de estrogênio. Na perimenopausa e na menopausa, o padrão de distribuição de gordura muda. Mulheres que a vida toda acumularam em quadril e coxas passam a acumular no abdômen, muitas vezes sem nenhuma mudança de dieta ou rotina. É uma das queixas mais frequentes em consultório, e ela costuma vir acompanhada de uma sensação de que o corpo passou a funcionar por outras regras. De certa forma, passou mesmo.

Quando o problema não é gordura

Este é o ponto que quase nenhum conteúdo aborda, e ignorá-lo faz muita gente tratar a coisa errada.

Nem toda barriga que incomoda é gordura subcutânea. Vale considerar:

Gordura visceral. É a que fica entre os órgãos, não sob a pele. Deixa o abdômen firme e projetado, e não é possível pinçá-la com os dedos. Boa notícia: ela é justamente a que mais responde a dieta, exercício e sono. Má notícia: ela é fator de risco cardiovascular e metabólico, então é assunto de saúde antes de ser assunto de estética. Nenhum tratamento estético é indicado para ela.

Diástase abdominal. Separação dos músculos retos abdominais, comum após gestação. Provoca projeção da barriga mesmo em pessoas magras. Quem trata é fisioterapia especializada, e em alguns casos cirurgia. Tratamento de gordura não resolve.

Distensão e inchaço. Quando a barriga varia muito ao longo do dia, ficando plana pela manhã e distendida à noite, a origem costuma ser intestinal ou alimentar, não adiposa.

Flacidez de pele. Depois de emagrecimento importante ou gestação, pode sobrar pele sem que haja gordura significativa. Aqui o tratamento é de firmeza, não de redução.

O teste caseiro mais simples é o beliscão: se você consegue segurar uma dobra entre os dedos, existe gordura subcutânea ali. Se o abdômen é firme e não dá para pinçar, provavelmente a conversa é outra.

O que fazer quando o básico já foi feito

Vale deixar claro o que este texto não está dizendo. Ele não está dizendo que dieta e exercício não funcionam. Eles funcionam, são a base, e nenhum aparelho substitui alimentação adequada, sono e movimento. Se esses pilares não estão em pé, começar por tecnologia é gastar dinheiro no lugar errado.

A conversa muda quando o básico já foi feito. Quando o peso está estável, os hábitos estão razoáveis, o exame está bom, e ainda assim resta um depósito localizado que não cede. Esse é o cenário em que faz sentido tratar a região diretamente.

É para exatamente isso que existem as tecnologias de gordura localizada. Elas não emagrecem ninguém e não substituem hábito nenhum. O que elas fazem é atuar naquele bolsão específico que resiste ao sinal hormonal, reduzindo o número de células de gordura da área tratada.

No caso do abdômen, o Scizer costuma ser uma opção interessante por dois motivos. Primeiro, ele trabalha por varredura, sem precisar sugar a região, o que permite tratar áreas mais firmes ou extensas. Segundo, ele estimula colágeno enquanto trata a gordura, o que importa em uma região que frequentemente combina depósito de gordura com alguma flacidez de pele, sobretudo após gestação ou emagrecimento.

Scizer para gordura localizada no abdômen
Tratamento corporal
Scizer

Ultrassom macrofocado para gordura localizada, com estímulo de colágeno na mesma sessão.

Antes e depois de tratamento para gordura localizada no abdômen Antes e depois de protocolo com Scizer no abdômen, na Clínica Carina Borges. Resultados variam conforme o caso e a indicação.

O ponto de partida, de qualquer forma, é a avaliação. É ali que se define se o que incomoda é gordura subcutânea, gordura visceral, flacidez ou diástase, porque cada um desses tem um caminho diferente e tratar o errado não entrega resultado nenhum.

Perguntas frequentes

Fazer mais abdominal ajuda a diminuir a barriga?

Ajuda a fortalecer e definir a musculatura, o que melhora a sustentação e a postura. Mas não retira a gordura que está sobre esse músculo, porque o corpo não faz queima localizada por estímulo muscular.

Existe algum exercício que queime gordura do abdômen especificamente?

Não. O que reduz gordura corporal é o balanço energético somado ao gasto total, e a distribuição dessa perda segue o padrão individual de cada pessoa. Exercício de força e atividade aeróbica ajudam no conjunto, não na escolha da região.

Por que emagreci e a barriga foi a única coisa que não mudou?

Porque a região abdominal tende a concentrar receptores que dificultam a mobilização de gordura, além de sofrer influência de cortisol, insulina e, nas mulheres, das mudanças hormonais da menopausa. É uma das últimas áreas a responder na maioria das pessoas.

Tratamento estético substitui dieta e exercício?

Não, e desconfie de quem disser que sim. As tecnologias tratam gordura localizada em áreas específicas. Peso corporal, composição corporal e saúde metabólica dependem de hábitos. As duas coisas se somam, uma não anula a outra.

Como sei se a minha barriga é gordura ou inchaço?

Gordura subcutânea é constante e pode ser pinçada entre os dedos. Distensão por gases ou alimentação varia ao longo do dia, costuma piorar após as refeições e melhorar pela manhã. Se a variação for grande, vale investigar a parte digestiva antes de pensar em tratamento estético.

Entenda o que realmente está acontecendo com a sua barriga

Na avaliação identificamos se o caso é gordura localizada, flacidez ou outra questão, e indicamos o caminho certo. Inclusive quando esse caminho não é tratamento estético.

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